08
jan 15

Como configurar IP estático/fixo no RaspberryPi

Nesse post vou explicar rapidamente como configurar um IP estático/fixo no RaspberryPi. Por padrão ele vem configurado para DHCP, isto é, ele obtêm o IP automaticamente. Essa dica é muito útil quando não se deseja usar IP dinâmico ou se você deseja se conectar ao seu Raspi remotamente sem usar um monitor ligado a ele, via comando ssh, por exemplo.

Vou assumir que você já instalou o sistema operacional e já está com seu RaspiberryPi rodando corretamente. Caso não tenha feito isso pode consultar o tutorial oficial para executar esses primeiros passos. Também pressuponho que o seu Raspi está conectado a uma rede usando cabo.

Vamos lá!

1. Entre no terminal/console do linux informando o nome de usuário e a senha. Se você não mudou o padrão o usuário é pi e a raspberry.

2. Antes de começar vamos fazer um backup dp arquivo que vamo smudar, só por garantia ;). Execute o comando abaixo.

sudo cp /etc/network/interfaces /etc/network/interfaces.bak

3. Para configurar seu IP estático corretamente você precisará de alguns dados sobre suas configurações de rede. Para isso execute os dois comandos abaixo e anote as informações que precisamos.

Primeiro o comando ifconfig

Anote esses dados (aqui são os meus :p ):

inet addr – 192.168.1.81 - IP do Raspi
Bcast – 192.168.1.255 - Broadcast
Mask – 255.255.255.0 - Máscara da subrede

Agora o comando netstat -nr

Anote:

Gateway – 192.168.1.1
Destination – 192.168.1.0

4. Com esses dados guardados abra o arquivo /etc/network/interfaces.

sudo nano /etc/network/interfaces

Altere a linha

iface eth0 inet dhcp

para

iface eth0 inet static

E adicione as informações que obtemos anteriormente conforme demonstrado nas imagens abaixo.

address 192.168.1.112
broadcast 192.168.1.255
netmask 255.255.255.0
gateway 192.168.1.1
network 192.168.1.0

depois fica assim…

5. Salve o arquivo e saia do editor usando o comando CRTL+X e depois Y para confirmar.

6. Reinicie o serviço de rede como o comando:

sudo /etc/init.d/networking restart

Ou reinicie o linux usando o comando:

sudo reboot

Se tudo deu certo seu Raspi agora roda com IP fixo 😉

É isso amigos. Espero ter ajudado.

Abs.


19
mar 14

Explicando os preços para Java Embedded

Esse texto é a tradução desse post do Jim Connors que explica como calcular o preço dos produtos Oracle Java para usar em seus projetos embarcados. Também atualizei alguns dados.

Você provavelmente está se perguntando: “Preços? Sério? Em um blog técnico?”, e eu normalmente concordaria plenamente com sua avaliação. Mas em alguns instantes o tópico pode valer a pena. Não existe, como se costuma dizer, tal coisa como um almoço grátis. Se você pagar pelo direito de um software, ou desenvolver o seu próprio com projetos de código aberto, um custo deve ser pago.

Como um relógio, recebemos regularmente consultas sobre informações de Java embarcado que são mais ou menos assim:

Prezada Oracle, Nós baixamos e avaliamos Java SE-Embedded e achamos que é uma plataforma muito interessante para executar o nosso aplicativo embarcado. Entendemos que esse é um software comercial; antes de decidirmos implantar nossa solução com o seu runtime, você pode nos dar uma idéia dos royalties associados a “chipagem” de x número de unidades?

Parece bastante simples, certo? Bem, sim, exceto que no passado, a Oracle requeria que o potencial cliente assinasse um acordo de não divulgação antes de receber qualquer informação sobre preços de produtos embarcados. Não importa se o cliente estava interessado na implantação de dez unidades ou dez mil, todos eles tiveram que passar por este processo. Hoje certos aspectos de preços ainda podem requerer acordos confidenciais, mas por que não disponibilizar uma lista de preços para uma unidade? Com o lançamento deste documento, as informações sobre preços é agora público.

A prova está lá fora, tanto anedótica [Nota do Tradutor: sério que ele usou essa palavra? rsrsrs] e real, demonstrando que a plataforma Java SE-Embedded da Oracle é, sem dúvida, superior em qualidade e desempenho comparada com as variantes OpenJDK. Para o exemplo mais recente, dê uma olhada neste post. Portanto, a questão torna-se, vale mais a pena pagar por uma plataforma comercial que é totalmente suportado, mais rápido e mais confiável, ou optar por uma plataforma “livre” e suportá-la você mesmo?

Então, qual o custo de Java SE-Embedded?

A resposta universal para essa pergunta é: depende. Isto quer dizer que depende da capacidade do processador embarcado. Antes de perdermos você, vamos mostrar o preço de lista para o licenciamento de Java embedded associados a três plataformas e, em seguida, explicar como chegamos aos números. Até essa postagem, 19 de março de 2014, aqui estão elas:

  1. Custo por unidade para um Raspberry Pi: US $ 0,71
  2. Custo por unidade para um sistema baseado em Intel Atom Z510P : US $ 2,68
  3. Custo por unidade para um Compulab Trim-Slice : US $ 5,36

Como isso funciona?

Estes itens vão nos ajudar a descrever o processo, então vamos mostrar como chegamos a nossos três preços das plataformas de amostra.

  • O preço é feito em uma base por-core.
  • Os processadores são classificados de acordo com sua capacidade e atribuído um fator de core, core factor [NT: vamos chamar de core factor, pq eu odeio traduzir termos técnicos :p]. Quanto maior a capacidade do processador, maior seu core factor.
  • Preço por core é determinado multiplicando-se o preço padrão por core do produto Java-Embedded pelo core factor.
  • Uma taxa de 19% para licença de Atualização de software e Suporte (opcional) é adicionado em cada sistema.

A tabela de core factor que se segue, encontrada em Oracle Java Embedded Global Price List, datada de Agosto de 2014, agrupa os processadores por capacidades semelhantes em categorias chamadas classes de chips. A cada classe de chip é atribuído um core factor.

Exemplo 1

Para calcular o custo por unidade, use esta fórmula:

Taxa de licença do Oracle Java Embedded por-core * core factor * número de cores * suporte

O valor padrão da taxa de licença por-core é sempre US $ 300. O Raspberry Pi é um dispositivo da Classe I e, portanto, tem um core factor de 0,002. Existe apenas um núcleo no Raspberry Pi, e a taxa de atualização e suporte é sempre 19%. Então se juntarmos os os números, temos:

$ 300 * 002 * 1 * 1,19 = 0,714 dólares [NT: isso mesmo 0,71 centavos por unidade. Quase dado ;)]

Exemplo 2

O processador nesse exemplo, um Intel Atom Z510P, é um dispositivo da Classe II e tem um core factor de 0,0075. Usando a mesma fórmula do Exemplo 1, aqui está o que temos:

$ 300 * 0,0075 * 1 * 1.19 = $ 2,6775

Exemplo 3

O processador para o Trim-Slice é baseado no ARM Cortex-A9, um dispositivo da Classe II. Além disso, é um sistema de dual-core. Usando a mesma fórmula como os exemplos anteriores, chegamos ao seguinte preço por unidade :

$ 300 * 0,0075 * 2 * 1.19 = $ 5,355

Conclusão

Com suas especificações de hardware em mãos, agora você deve ter informações suficientes para fazer uma estimativa razoável dos custos de licenciamento dos produtos Java-Embedded da Oracle. No mínimo, isso pode ser uma ajuda no seu processo de tomada de decisão baseado em ” comprar versus desenvolver o seu próprio”. E, claro, se você tiver alguma dúvida, não tenha medo de perguntar.


23
fev 14

Curso On-line Gratuito de Java Embedded com RaspberryPi

UPDATE: Nova turma 19/05

Oi, pessoal.

A Oracle está com inscrições abertas para um curso on-line grátis:

Desenvolvimento de Aplicações Java Embedded usando RaspberryPi

Próxima turma: 19 de Maio

O curso dia 31 de março! (JÁ INICIADO)

Inscrições aqui:

Inscreva-se agora

Aproveite seu conhecimento em Java para aprender como desenvolver projetos para Internet da Coisas (IoT – Internet of Things).

O curso é grátis, projetado para desenvolvedores que conhecem Java básico. O curso terá 5 semanas com 4 a 6 horas de estudo por semana, portanto será bem completo 😉 Mais detalhes aqui.

Você vai desenvolver um aplicativo do mundo real para:

  • Ler os dados de entrada a partir de interruptores e manipular LEDs usando a interface GPIO
  • Ler a temperatura e pressão atmosférica a partir de um dispositivo de I2C
  • Ler a localização atual do aparelho usando um dispositivo UART GPS
  • Armazenar e gerencie os dados coletados
  • Reportar informações a um cliente através de várias opções de comunicação
  • E mais!

Importante: O curso será em inglês.

Formou?

O que você aprenderá:


26
jul 13

Projetos impressionantes com Raspberry Pi

Raspberry PiOi, Amigos

Comecei a brincar com o Raspberry Pi a pouco tempo e achei a plataforma fantástica. Participei do hackthon de Raspberry no TDC 2013 e lá desenvolvemos alguns projetos muito legais usando RPi (como ele é carinhosamente apelidado). Nossa equipe criou um projeto, em um dia, chamado Pet-O-Matic, que basicamente carregava de ração a vasilha do seu animalzinho recebendo comandos via Twitter. Irei criar um post com mais detalhes (fontes e vídeos) do projeto em breve.

Mas o importante é que com o RPi é possível unir o poder de processamento de um computador comum com a conectividade de um Arduino, por exemplo. Controlar periféricos usando Python e Java nativamente rodando Apache e/ou Tomcat. Ou algo mais poderoso com um Oracle Embeded Suite 8-O. E por aí vai. Um sonho para qualquer geek de plantão.

Para vocês terem uma ideia do potencial do RPi aqui vai um link com 20 projetos impressionantes feitos com ele.

Espero que curtam 😉

Abs.

Marco.