27
fev 11

Controlando motor DC com Ponte H (L293D) com arduino via porta serial

Preparei esse post para documentar um teste que eu fiz com CI L293D (Ponte H) para controlar um motor DC com arduino, mandando comandos pela porta serial do computador.

O L293D é uma ponte H dupla, isto é, controla até dois motores e faz com que estes rodem nas duas direções. Mas para esse teste eu usei apenas um motor. 😉

Os motores DC são motores de corrente contínua utilizados em brinquedos e pequenos dispositivos, e funcionam a pilha ou baterias. O bom desse tipo de motores é que são muito baratos. Mais em conta que servo-motores, e são facilmente encontrados em brinquedos. Então qualquer brinquedinho velho que tenha motor e funcione a pilha (ou bateria) tem um motor DC dentro. Basta abrir e retirar. 😀 Claro, claro. Espere o brinquedinho do seu filho quebrar, né. Ou ele perder o interesse e não se lembrar mais daquele carrinho 😉

Mas se seu filho não larga do carrinho ou sua filha não desgruda da boneca, não se incomode. Qualquer boa loja de 1,99 tem vários brinquedinhos legais bem baratinhos prontos para desmontar.

Aí você pode me perguntar. — Porque não comprar logo motores DC em uma loja de eletrônica? É uma ótima opção se você sabe o quer fazer, esse não é o meu caso.

Eu estou fazendo várias experiências e não sei bem o que vou precisar. Sendo assim um brinquedo desses me facilita muito a vida. Os motores DC tem um giro muito alto, e os carrinhos têm sempre caixas de redução com engrenagens para fazer com que os motores entreguem mais força e menos velocidade. Outra coisa boa são as rodas.

Por exemplo: Com R$ 25,00 eu comprei dois carrinhos no supermercado Extra. Com esse valor consegui quatro motores DC, duas caixas de redução para os motores, dois compartimentos para três pilhas, dois eixos para fazer curvas (não sei o nome disso :/ ), oito rodas de borracha de bom tamanho, e mais um monte de componentes eletrônicos que posso reaproveitar. Foi ou não, um bom negócio?

O maior problema de um motor DC é fazê-lo girar para os dois lados. Para isso se usam pontes H. Nos carrinhos elas vem todas soldadas junto com gambiarras chinesas. Não dá para usar. Então temos basicamente duas opções: Construir uma ponte H na unha com transistores e diodos de protecção, e fazer várias ligações, bla bla bla o que é bem complicado. Ou usar um CI que já é uma ponte H completinha, pronta pra uso. Como eu sou um grande preguiçoso escolhi usar o CI L293D que é bem barato (no eBay é ainda mais barato). O L293D dispensa o uso de diodos para tensão reversa dos motores. Basta ligar aos motores. Show!

Eu segui esse tutorial do site Makebits. Tinha pensado em fazer um parecido nesse post, mas o deles está realmente bem explicado. Nada a melhorar.

Vale ressaltar que o circuito só funciona bem com o arduino ligado a uma fonte externa de alimentação. Se estiver ligado somente pela alimentação via USB o motor não gira bem, ou o programa não funciona corretamente. Eu usei uma bateria de 9v.

Para testar o circuito eu fiz um programa para fazer o motor girar para a esquerda e para direita quando eu digitasse no teclado “d” e “e”, respectivamente. Qualquer outra letra faz o motor para de girar.

Eu gravei o motor em ação com a colaboração da minha filhota Gabriela. Ela explica tudo direitinho. Tá! Eu sou babão mesmo, eu sei :p

Segue o programa:

int motorPin1 = 5;
int motorPin2 = 6;
int entrada = 0;

void setup() {
 Serial.begin(9600);
 pinMode(motorPin1, OUTPUT);
 pinMode(motorPin2, OUTPUT);
}

void loop() {

 // testa se a porta serial está disponível
 if (Serial.available() > 0) {
 // le os dados da porta serial armazena na variavel 'entrada'
 entrada = Serial.read();
 if (entrada == 'e'){
 esquerda();

 } else if (entrada == 'd'){
 direita();

 } else {
 parar();

 }
 }
}

void esquerda(){
 digitalWrite(motorPin1, 1);   // Motor para a esquerda
 digitalWrite(motorPin2, 0);   //
}

void direita(){
 digitalWrite(motorPin1, 0);   // Motor para a esquerda
 digitalWrite(motorPin2, 1);   //
}

void parar(){
 digitalWrite(motorPin1, 0);   // para o motor
 digitalWrite(motorPin2, 0);   //
} 

Bom é isso. Quando fizer o teste com dois motores eu faço outro post.

Espero que esse post tenha sido útil.

Abs.


07
jan 11

“I Hack’n Rio” vem aí! Será histórico!

O “I Hack’n Rio” vem aí! Você precisa ir. Será histórico!!!

O Hack’n Rio é um evento organizado pelo grupo SL-RJ em conjunto com várias comunidades amigas, como: ArduInRio, Android In Rio, DojoRio, PHP Rio, PythOnRio, Rio.pm, RioJUG, RubyOnRio e Ubuntu-RJ.

A ideia de se fazer este evento veio das próprias comunidades do Rio de Janeiro, que são bastante ativas e frequentemente organizam eventos e encontros técnicos.

Serão apresentadas palestras técnicas, painéis e oficinas sobre tecnologias livres (software e hardware 😉 ). Será uma ótima oportunidade para as comunidades unirem forças e apresentarem suas iniciativas num só lugar.

A expectativa inicial é contarmos com a presença de 1.000 pessoas. Bom né?

Este que vos escreve e o Alvaro “Turicas” Justen (comunidade ArduInRio) somos responsáveis pelo conteúdo e atividades relacionadas ao Arduino e eletrônica em geral. Teremos um espaço especial nos dois dias do evento só para hacks com nossa plaquinha favorita, e muitas outras atividades. Quem quiser, pode nos enviar sugestões de atividades para enriquecermos o espaço.

Se você faz parte de uma das comunidades de software livre do estado, então você também é parte do Hack’n Rio! Ajude a tornar o evento um sucesso procurando por patrocinadores, buscando por conteúdo relevante e chamando pessoas que fazem as coisas acontecerem – seja construindo coisas novas, seja contribuindo com projetos já existentes. Algumas sugestões:

  • Patrocinadores: empresas que usam software livre e querem contribuir para sua evolução; empresas prestadoras de serviço ou desenvolvedoras de softwares livres que querem encontrar talentos para contratarem (as empresas podem até mesmo fazer uma espécie de “O Aprendiz” e oferecer vagas de empregos, se desejarem) e divulgar seu nome e serviços.
  • Conteúdo: não pense só em palestras e mini-cursos, pois isso temos em qualquer evento. Pense em encontros técnicos para correções de bugs ou desenvolvimento de novas aplicações ou novas funcionalidades para aplicações já existentes.

Data:
08 a 09 de abril.

Local:
Cidade Universitária da UFRJ. (informações aqui).

Em tempo:

Apesar da palavra “hacker” atualmente estar associada a uma pessoa que explora falhas de segurança em computadores e tenta prejudicar outras pessoas, no sentido original da palavra ela designa alguém que sabe muito bem algum assunto. Por isso, o Hack’n Rionão é um encontro de usuários malignos de computador, mas sim de pessoas que conhecem muito bem computação, mais especificamente software livre, ou pessoas que estão buscando isto.

Nos vemos lá 😉

Abs.


05
set 10

O que dá pra fazer só com o Program-Me?

Essa idéia desse post surgiu no último ET (encontro técnico) do grupo ArduInRio. Eu levei o Program-Me para mostrar pro pessoal, e para não perder muito tempo eu separei alguns exemplos de código que eu já tinha testado. Aí eu reparei que muitos dos exemplos só usavam o Program-Me. Alguns exemplos usavam a placa com um potenciômetro, ou um servo, etc.. Mas na maioria dos exemplos simples que eu mostrei nem precisei de protoboard.

Então vou demonstrar com alguns exemplos do site oficial do arduino podem ser feitos usando o Program-Me, e mais nada (só alterando alguma configuração, se necessário).

Então vamos a eles.

Digital I/O

– Blink (http://arduino.cc/en/Tutorial/Blink)

Nada a fazer. Basta fazer o upload e executar.

– Blink without Delay (http://www.arduino.cc/en/Tutorial/BlinkWithoutDelay)

Nada a fazer. Upload e Run.

– Button (http://www.arduino.cc/en/Tutorial/Button)

Basta alterar a linha abaixo, de:

const int buttonPin = 2;     // the number of the pushbutton pin

para:

const int buttonPin = 0;     // the number of the pushbutton pin

Obs: O Program-Me já possui um botão extra. Ele está na porta digital 0.

– Button State Change Detection (http://arduino.cc/en/Tutorial/ButtonStateChange)

Mesma alteração do exemplo Button.

– Debounce (http://www.arduino.cc/en/Tutorial/Debounce)

Mesma alteração do exemplo Button.

– Tone (http://arduino.cc/en/Tutorial/Tone)

Alterar a linha abaixo de:

tone(8, melody[thisNote],noteDuration);

para:

tone(12, melody[thisNote],noteDuration);

Obs: O Program-Me possui um speaker na porta digital 12.

– Pitch follower (http://arduino.cc/en/Tutorial/Tone2)

Alterar a linha abaixo, de:

 tone(8, thisPitch, 10); 

para:

 tone(12, thisPitch, 10); 

Analog I/O

– Calibration (http://arduino.cc/en/Tutorial/Calibration)

Alterar as linhas abaixo, de:

const int sensorPin = 2;     // pin that the sensor is attached to
const int ledPin = 9;        // pin that the LED is attached to

para:

const int sensorPin = 5;     // pin that the sensor is attached to
const int ledPin = 6;        
Obs: O Program-Me possui um sensor de luz (LDR) na porta analógica 5 e um LED na porta digital 6 com PWM.

– Fading (http://arduino.cc/en/Tutorial/Fading)

Alterar a linha abaixo, de:

int ledPin = 9;

para:

int ledPin = 6;

Control Structures

– For Loop (http://arduino.cc/en/Tutorial/ForLoop)

Nada a fazer. Upload e Run.

Obs: Na verdade o Program-Me já possúi 9 LEDs, mas não na ordem exata usada no exemplo. A ordem dos LEDs é: [14, 1, 2, 3, 4, 5, 8, 6, 13]. Mas dá pra ter uma idéia do que o exemplo quer demosntrar 😉

– Arrays (http://arduino.cc/en/Tutorial/Array)

Nada a fazer. Upload e Run.

– While Loop (http://arduino.cc/en/Tutorial/WhileLoop)

Alterar as linhas abaixo, de:

const int sensorPin = 2;
const int ledPin = 9;
const int indicatorLedPin = 13;
const int buttonPin = 2;

para:

const int sensorPin = 5;
const int ledPin = 3;
const int indicatorLedPin = 13;
const int buttonPin = 0;

– Switch Case (http://arduino.cc/en/Tutorial/SwitchCase)

Alterar a linha abaixo, de:

int sensorReading = analogRead(0);

para:

int sensorReading = analogRead(5);

– Switch Case 2 (http://arduino.cc/en/Tutorial/SwitchCase2)

Nada a fazer. Upload e Run.

Conclusão

Bom estes são exemplos básicos, mas mostram bem o que pode ser feito com essa “plaquinha”. Existem outras coisas que podem ser feitas, como por exemplo aumentar ou diminuir o número de LEDs acesos de a cordo com a quantidade de luz captada, etc.. Aí vai da imaginação de cada um.

Alguns projetos simples também podem ser feitos até mesmo sem uma protoboard. Por exemplo ligar um potenciômetro e um servo. Mas isso fica para outro post.

Abs.


08
ago 10

Comunicação Serial com Ruby e Program-ME (Arduino) no Ubuntu

Nesse post eu vou demonstrar como usar Ruby para fazer a comunicação entre um Arduino e um computador através da porta serial. No meu caso eu vou usar um Program-ME, que é o Arduino-Like da Globalcode. Mais detalhes do Program-ME podem ser vistos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Tá bom, né? :p

Vou partir da premissa que você já tem o Ruby instalado e atualizado. Com as gems (RubyGems) e tudo, ok? O objetivo desse post não é ensinar a instalar e configurar o Ruby, e sim usá-lo com a porta serial do seu computador. Mais informações sobre como instalar o Ruby podem ser obtidas aqui, e as ruby gems aqui. Caso tenha tenha alguma dúvida ou problema nessa parte pode me enviar sua dúvida que vou tentar ajudá-lo.

Instalar SerialPort

Ruby-SerialPort é uma biblioteca que fornece facilidades para utilização das portas seriais do computador (padrão RS-232) usando Ruby.

Existem outras formas de acessar as portas seriais como JARs para aplicações Java, DLL para Windows, e várias outras maneiras. Mas para aplicações Ruby essa biblioteca é a mais usada e a que possuí melhor documentação, então fiquemos com ela.

Abra o terminal (Crt+Alt+T) e execute o comando abaixo para atualizar as gems:

sudo gem update

Para instalar a biblioteca SerialPort execute o seguinte comando.

 sudo gem install serialport

Vamos testar a instalação da biblioteca fazendo o seguinte:

Execute o irb.

Agora execute os comandos abaixo no console do “irb”. Se a resposta for “true”, então a biblioteca foi instalada corretamente.

require 'rubygems'
requile 'serialport'

Comunicação com o Program-ME / Arduino

Com a biblioteca instalada e testada vamos ver seu funcionamento com o Program-ME.
Vou fazer um teste usando os LEDs do Program-ME que estão nas portas digitais 7 e 8.
Um programa bem simples que irá tratar as informações recebidas através da porta serial. Irá acender os LEDs 7 e 8, se a porta serial receber ‘A’ ou ‘B’, respectivamente e apagar se a porta receber ‘a’ ou ‘b’.
int led_A = 7;
int led_B = 8;

void setup() {
  Serial.begin(9600);
  // define as portas como saida
  pinMode(led_A, OUTPUT);
  pinMode(led_B, OUTPUT);

}
void loop() {
  // testa se a porta serial está disponível
  if (Serial.available() > 0) {
    // le os dados da porta serial armazena na variavel 'entrada'
    int entrada = Serial.read();
    switch (entrada) {
    case 'A':
      digitalWrite(led_A, HIGH); //acende led_A
      break;
    case 'B':
      digitalWrite(led_B, HIGH); //acende led_B
      break;
    case 'a':
      digitalWrite(led_A, LOW); // apaga led_A
      break;
    case 'b':
      digitalWrite(led_B, LOW); // apaga led_B
      break;
    }
  }
}

Agora vamos ao programa Ruby.

require 'rubygems'
require 'serialport'

sp = SerialPort.new "/dev/ttyUSB0"

# use "while true do" se quiser executar sem parar
for i in 1..10 do
	sp.write "A"
	sp.write "b"
	sleep 1
	sp.write "a"
	sp.write "B"
	sleep 1
end

Para executar o programa execute a seguinte na linha de comando: ruby <nome_do_arquivo>.rb. No meu caso ficou assim.

ruby envia_dados_serial.rb

O programa vai apagar e acender alternadamente os dois LEDs por 10 vezes. Tudo muito simples, mas vamos a algumas explicações.

Na linha “4” a classe “SerialPort” irá criar o objeto responsável pela comunicação serial e passamos o endereço da porta serial como parâmetro. No meu caso é a “/dev/ttyUSB0”, mas poderia ser “/dev/ttyS1” ou até mesmo “COM7” no caso do Windows (Sim. Funciona no Win). Nessa linha também podemos definir a taxa de dados (rate)  por segundo para transmissão de dados serial. Por padrão o “SerialPort” utiliza “9600”, por isso não precisamos declarar explicitamente, mas poderia fazer algo assim: sp = SerialPort.new “/dev/ttyUSB0”, 9600. Mas deve ser a mesma que o programa do Program-ME/Arduino está configurada.

Já o comando “write” envia o texto para a porta serial configurada.

Você pode dizer: Pô! Mas porque testar com dois leds? O Arduino só tem um.

Bom! Por dois motivos: Primeiro. Eu achei o efeito com os dois LEDs mais legal. Mas é claro que você pode usar somente o LED na porta 13 do Arduino apagando as linhas desnecessárias, ou até mesmo usar duas portas digitais e fazer igual. Fica à seu critério. Segundo. Para mostrar, de novo, como esse Program-ME é bacana e facilita muito esse tipo de teste.  (Fight! Program-ME Wins) rsrsrsrsrs

Esse mesmo teste pode ser feito usando o “irb” diretamente. Como exemplificado abaixo.

Pretendo fazer um vídeo para demonstrar esse programa. Aguardem…

Conclusão

Tudo muito fácil. Bem a cara do Ruby, né?

Fiz o mesmo teste usando Java, e deu um “pouco” mais de trabalho. ;). Eu também pretendo fazer um post parecido mostrando como fazer a configuração da porta serial e a comunicação, só que usando Java. Mas vai ficar pra um mais tarde.

Espero que o post tenha sido útil

Abs.


01
ago 10

FISL 11. Impressões finais.

Eu já tinha falado um pouco do meu primeiro dia de FISL, terceiro do evento. Faltava falar do último dia. Eu estava muito pegado no trabalho e com problemas domésticos, mas finalmente sobrou um tempinho para eu poder registrar esse último dia.

#AkitaOnRails

Para começar bem o dia eu assisti a palestra do Fábio Akita, que falou sobre o “Ecossistema Ruby on Rails”. Pô! De novo? Ele que ele fez a mesma apresentação no Dev in Rio 2009. Mais ou menos. Basicamente foi a mesma apresentação, mas como ele mesmo disse: essa estava completa. No Dev in Rio ele teve que reduzir a apresentação para caber em uma hora. No FISL ele teve mais tempo e apresentou todo o material. Ele falou da filosofia por trás da arquitetura do Ruby (“Tornar as coisas simples fáceis, e as coisas complexas possíveis”).

Simplicidade. É uma das coisas que mais gosto no Ruby, particularmente no Ruby on Rails. Como ela incentiva o uso de boas práticas com a simplificação do trabalho manual. Você não perde tempo com configurações e coisa e tal, e fica com mais tempo para depurar e testar o seu código. Se sabemos que precisaremos de MVC, CSS, javascript, uma estrutura padronizada, então porque perder tempo fazendo tudo de novo a cada projeto. O Ruby on Rails faz tipo assim: Vamos combinar uma coisa. Deixa que eu me preocupo em fazer o trabalho manual, e você se  preocupa em fazer o trabalho criativo. Claro que temos que aprender como o RoR faz esse trabalho, mas não temos que aprender vários frameworks mesmo. Então porque não aprendemos um bem útil e produtivo?

Claro que ele falou da parte técnica, também.  Falou de tudo que é usado num ambiente de desenvolvimento Ruby profissional, como repositórios, integração, monitoramento, teste, servidores, frameworks, bancos de dados, etc..  E enriqueceu muito a apresentação mostrando as referências de sites com conteúdo para aprendizado do Ruby e Rails como o rubylearning.org, guides.rubyonrails.org, railscasts.com, e cursos presenciais e on-line aqui no Brasil.

Uma das coisas mais legais nessa apresentação foi que ele quis deixar claro que nenhuma linguagem/plataforma é “simplesmente” melhor que outra. Isso vindo dele, que é uma referência, é sempre legal. Temos que se acabar com essa discussão sem fim sobre o que é melhor o que. Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, Correto?
Foi uma ótima apresentação.

Mais detalhes na apresentação do Akita aqui: (Fisl 11 – Ecossistema Ruby on Rails)

#AkitaOnRails 2

A segunda palestra que eu vi também foi com o Akita, mas com um enfoque diferente. E essa, em minha opinião, foi uma das melhores palestras que eu assisti no evento. Título: Dicas de Desenvolvimento Web com Ruby.

Ele apresentou dicas de como melhorar o desempenho de aplicações web. Os exemplos de implementação dados por ele foram todos para o mundo Ruby, mas as dicas podem muito bem ser usadas para qualquer aplicação web, independente de plataforma.

Por exemplo: redução do número de requisições e minificação de CSS e javascript, uso do javascript embaixo da página (perto do </body>) para agilizar o carregamento do conteúdo deixando os scripts para o final, utilização de asset hosts para aumentar o número de conexões simultâneas por domíno na hora de carregar conteúdo,  uso de CDN (Content Delivery Network), agendamento de tarefas e outras. Na verdade são mais de 30 técnicas e boas prática para desenvolvimento para web, mas ele apresentou apenas 6, e só essas já fariam milagres para 80% dos sites que eu conheço. :p

Algumas técnicas apresentadas utilizaram soluções RoR, mas podem muito bem ser implementadas com Java, .Net, PHP, e por aí vai. Algumas são tão simples que basta copiar e colar (ou coisa parecida), como as técnicas de diminuir as requisições e de colocar o javascript embaixo da página.

Mais que uma palestra com dicas, foi uma aula de como podemos fazer sempre o melhor, nos preocupando não somente em entregar, mas buscando otimizar ao máximo os produtos que criamos. Parabéns Akita!

Mais detalhes na apresentação do Akita aqui: (Fisl 11 – Dicas de Desenvolvimento Web com Ruby)

Funny Inveja Maker

Merece registro também a apresentação “Nokia N900 – Inveja Maker” com o Anahuac de Paula Gil. Ele mostrou os principais recursos do seu poderoso N900 (multitarefa, processador, memória, câmera, S.O. linux, etc, etc, etc.), e comparou com outros smartphones “menos providos” de tanta tecnologia. Foi muito engraçado, pois ele além de já ser um cara muito divertido, não perdeu tempo em sacanear todo mundo que não tinha um N900, principalmente os que tinham iPhones.

Ah. Ele fez a apresentação direto do N900 😉

#HoraExtra

Destaque especial para a galera do #HoraExtra aqui do Rio. Eles estavam super inspirados e criaram nada menos que seis aplicações nos quatro dias de FISL. Tá bom ou quer mais? Quer mais? Bem. Além disso organizaram  sessões de Dojo, que foram um sucesso total. Muita gente não conhecia o conseito do Dojo, e foi uma ótima oportunidade para divulgar. Mais? A galera teve diversas palestras aprovadas e no dia 23-07 Sylvestre Mergulhão e Henrique Crang arrebentaram com a mais falada apresentação do FISL: “Por que eu sou fanático por testes e você é um bundão”. Muito show.

Mas para mim o destaque da galera foi do desenvolvimento das aplicações. Todas simples e muito criativas (feitas com Rails e uma com Python). E era essa a idéia. Criar aplicações funcionais usando boas práticas de desenvolvimento, claro, e com todo mundo se divertindo. Inicialmente elas eram publicadas no Heroku, mas algumas já tem seu próprio domínio como a deRessaca e a Desoroscopo, a que eu mais gostei.

Confira aqui as aplicações:

E aqui a lista dos repositórios no Github:

http://github.com/horaextra/desoroscopo
http://github.com/horaextra/banheiro
http://github.com/horaextra/deressaca
http://github.com/horaextra/bullshitometro
http://github.com/horaextra/dojomap
http://github.com/horaextra/descertificador

Foi uma ótima participação de toda a galera. Parabéns a todos. E vamos aguardar o que será feito no próxmo FISL, a galera não vai se contentar com menos. rsrs

Conclusão

Adorei o FISL, e já estou pensando no próximo. Pude trocar idéias com pessoas de outros estados e que trabalham com tecnologias muito diversas. Isso enriquesse muito. A convivência com a diversidade amplia muito seus horizontes, tão acostumados ao dia a dia.

Conheci pessoalmente muita gente legal que só houvia falar ou só conhecia através da internet. Isso foi sensacional.

Outra coisa legal do evento foi estar em contato com profissionais que estão preocupados não em entregar o produto, mas sim em fazê-lo funcionar da melhor forma possível e entregando produtos de qualidade.  Isso é inspirador, e contagiante. É uma das coisas que mais gosto quando vou nesses eventos. Eu sempre volto revigorado e cheio de idéias novas.

Agora é aguardar o evento do ano que vem. FISL 12, eu vou 😉

Abs.